Capítulo 4



20 dias depois...
Acordei,o sol ainda estava fraco a essa hora da manhã.
Fiz minha higiene matinal e fui tomar café com meus pais e Brigith.
- Bom dia família! – Disse me sentando à mesa.
- Bom dia querida! – Disseram papai e mamãe.
- Bom dia alteza. – Disse Brigith.
- Eles não vão descer para tomar café conosco? – Perguntei. Meus tios e meus avós tinham chegado a três dias para o baile que minha mãe está organizando. Desde então eles estão morando aqui conosco e vão embora amanhã pela manhã.
- Eu já pedi para Mellany ir chamá-los. – Respondeu mamãe. – Finalmente chegou o grande dia! – Ela comentou animada.
- Sim,passou tão rápido. Já está tudo pronto? – Perguntei.
- Claro que sim. Você sabe que não gosto de deixar as coisas para a última hora.
Logo depois meus tios e meus avós chegaram e tomaram café com a gente.
Depois do café eu estava indo com Brigith dar um passeio pela redondeza quando minha mãe me chamou.
- Filha,aonde vocês estão indo?
- Nós vamos passear um pouco.
- Desculpa estragar os planos de vocês,mas agora vocês vão provar os vestidos que comprei para ver qual fica melhor para a ocasião. – Disse mamãe.
- Isso é realmente necessário mãe? – Perguntei desanimada. A parte ruim das festas é que a minha mãe me faz passar quase o dia inteiro experimentando vários e vários vestidos.
- Mas é claro que é necessário. Eu quero que a minha filha seja a mais bonita da festa,afinal fizemos isso para você! – Respondeu mamãe com um sorriso meigo no rosto.
Mamãe nos levou até o quarto e chamou uma empregada para nos ajudar. Ela pediu para a empregada tirar do guarda roupa uns dez vestidos e me fez experimentá-los.
Eu já estava me cansando de tanto experimentar vestidos,e minha mãe ainda não tinha ficado satisfeita com nenhuma roupa,ela sempre achava algum defeito.
Ela pediu para a empregada tirar mais alguns vestidos,e eu fui experimentá-los. Finalmente minha mãe ficou satisfeita com algum vestido.
Depois fomos para o quarto de Brigith escolher o vestido dela. Assim como eu,Brigith teve que experimentar vários vestidos até minha mãe ficar satisfeita com um.
Quando terminamos fomos almoçar.
Estávamos todos sentados à mesa conversando,meus avós contando histórias do reino onde viviam. Vovó falou que quanto mais eu crescia,mas eu ficava parecida com minha mãe. Eu ria dos comentários dela. Vovó é uma pessoa muito divertida. Meus tios também contavam as histórias deles,eu estava me divertindo muito e matando a saudades deles.
Depois do almoço eu fui ter o meu dia de beleza!
Fui tomar banho e passei um bom tempo na banheira refletindo sobre o baile,depois vesti um roupão e uma empregada veio fazer o meu penteado. Ela escovou delicadamente meus cabelos,e depois prendeu-os no alto de minha cabeça,fazendo um coque,no estilo em que as garotas mais sofisticadas usavam hoje em dia. Logo após ela esfumou meus olhos com sombra marrom,e passou delineador e rímel preto,um pouco de blush coral para realçar as maçãs do meu rosto,e por fim o batom vermelho rubi.

Tirou de uma caixa coberta de cetim,uma coroa de diamantes com brinco e colar combinando,depois encaixou-os delicadamente.
Por fim,trouxe um espelho para que eu pudesse ver o resultado.
O vestido era simplesmente lindo. Branco,bordado com pequenas flores que percorriam toda a sua extensão,a maquiagem fez com que meu rosto ganhasse mais vida,eu realmente estava me sentindo uma princesa e segura de mim. Borrifei meu perfume preferido e sai do quarto descendo as escadas rumo ao grande salão onde o baile já começava. Já podia ouvir o som das vozes dos convidados que se encontravam no salão de festas. Os murmúrios se misturavam com o som suave dos instrumentos que começavam a dar vida às primeiras notas de uma das belíssimas músicas escolhidas cuidadosamente por minha mãe.
Caminhei até o salão e fui imediatamente recebida por meus pais que estampavam um sorriso enorme no rosto. Oh, e como eles estavam belos!
 - Filha, como você está linda! – Disse minha mãe.
 - Sua  mãe tem razão, você está linda! – Concordou meu pai.
 - Obrigada. Estou muito atrasada? – Perguntei reparando que no salão já havia um número considerável de convidados.
 - Não, você chegou na hora certa. – Respondeu minha mãe me levando para dentro do salão.
Só então pude perceber a beleza do lugar.
O salão era iluminado, pelos castiçais feitos dos cristais mais caros de toda a Europa que pendiam no teto, mostrando a riqueza de detalhes do lugar. As paredes de cor bege com detalhes em dourado, as cortinas de seda branca, davam ao lugar um toque delicado e ao mesmo tempo refinado. As enormes janelas estavam abertas, mostrando a linda paisagem dos campos lá fora. O efeito da luz da lua sobre aqueles campos, só enriqueciam mais a beleza do lugar e o deixava mais encantador e mágico. Pessoas conversavam animadamente, serviçais iam e vinham com bandejas quem continham bebidas e petiscos, que eram oferecidos aos convidados.
Fui despertada de meus devaneios quando minha mãe me apresentou um casal, era o Duque tananá e sua esposa a Duquesa tananá.
Fui apresentada à várias pessoas de importância na sociedade, minha mãe sempre falando de minha volta, dos tempos em que vivi com meus tios, enquanto conversávamos com General da Corte de Andallas – nosso reino- e sua esposa, o General começou um assunto um tanto desagradável, pelo menos para mim.
 - Sua filha é muito bonita alteza, lembro-me dela apenas como uma pequena garotinha correndo pelos campos do castelo. Já viram um pretendente para ela?
- Ainda não, mas vamos trabalhar nisso ainda essa semana, minha filha já está na idade de casar, e sei que ela será uma ótima esposa. – Respondeu minha mãe.
- Mãe... Acho que temos que conversar sobre isso depois. – Falei. Não gostava da ideia de ter que me casar com um desconhecido. Eu queria me casar com alguém que eu amasse, que fizesse minhas mãos suarem e meu coração querer saltar pela boca toda vez que o visse, queria me casar com alguém que me fizesse perder o sono, me fazendo planejar uma vida longa e feliz. Mas era óbvio que meus pais não aceitariam isso. Para eles eu teria que me casar com alguém que tivesse um cargo alto na sociedade, que fosse herdeiro de várias terras, que pudesse me dar uma vida agradável – financeiramente é claro – e tranquila.
De repente ouço o som agudo de um sininho tocando. Era o serviçal que anunciava o jantar.
Fomos todos para o jardim onde o jantar será servido. O jardim era um dos xodós da minha mãe. Ela fez questão de acompanhar tudo o que faziam para deixar o jardim devidamente decorado para esta noite.

 E posso dizer que toda a dedicação valeu a pena! Tudo estava deslumbrante. As mesas e cadeiras cobertas com cetim branco, pequenos arranjos com flores rosa claro, amarelas e brancas, ajudavam a enfeitar e dar um toque delicado às mesas. As árvores eram iluminadas por pequenas lâmpadas que foram colocadas em alguns galhos e troncos, foi colocado também algumas luminárias em alguns pontos do jardim para dar mais luminosidade ao lugar. A coleção de porcelana com detalhes me ouro de minha mãe foi a escolhida para a ocasião. Antes de todos serem servidos meu pai ofereceu um brinde à mim, e fez um breve discurso sobre a minha volta, ao término todos foram servidos. O prato de entrada era Batatas Recheadas com Creme de Gorgonzola, para o prato principal foi escolhido Papardelle de Camarão e Tangerina, e a sobremesa foi Creme de Manga com Nozes e Vinho do Porto. Tudo absolutamente delicioso. O jantar foi tranquilo, todos conversavam e se divertiam muito.
Logo após o jantar voltamos para o salão de festas onde o Príncipe Joffrey II, filho do rei Joffrey I, grande amigo de meu pai. Depois fui conversar com Brigith e algumas princesas, elas eram super simpáticas. Já estava ficando cansada do ambiente e decidi respirar um pouco de ar. Saí despercebida e fui rumo aos campos do reino.
Já estava caminhando a alguns minutos quando ouvi passo vindo em minha direção, estranhei, pois não era habitual pessoas ficarem passeando por aí a essa hora da noite – certo, eu era uma exceção - . Continuei andando para ver se descobria quem era a pessoa que estava vindo. Formas começaram a aparecer por entres as árvores, não estava sendo muito fácil identificar quem era, já que a única iluminação que tinha ali era a luz da lua que não ajudava muito. Quando finalmente consegui enxergar quem era, me arrependi amargamente de ter continuado meu caminho, se eu não fosse tão curiosa, talvez não precisasse me estressar com a pessoa que estava parada na minha frente.
- O que faz aqui? – Perguntei ríspida.
- Pelo o que sei, não lhe devo satisfações. – Ele respondeu rude como sempre.
- Ah, eu não sei por que ainda perco o meu tempo falando com você! – Disse. Por que ele tinha que estragar a minha noite?
- Olha, me desculpe alteza – sua voz soou irônica – mas não vim aqui perder meu tempo com você, não me interessa o por que de você estar aqui, mas eu só preciso continuar meu caminho e achar minha amiga tudo bem? Portanto, vamos ignorar este encontro...
- Nossa eu não sabia que você tinha amigos. – Minha vez de ser irônica.
- Se não vai me ajudar, então não me atrapalhe.
Ele começou a sair, de repente me veio algo em mente, ele tinha um amigo e realmente estava preocupado com ele, eu deveria ajudar, por mais que essa pessoa me desagradasse...
- Tudo bem, eu ajudo, me diga qual o nome da sua amiga, eu posso chamá-la aqui, já que são todos meus convidados...
- Seus convidados? Eu achei que esse fosse o baile de comemoração por causa do retorno da princesa.
- E você está certíssimo. Sim, meus convidados, eu sou a princesa. – Assim que terminei de falar me ocorreu um pensamento. Não! Não pode ser... Não pode ser ele...
Vi que ele estava tão espantado quanto eu. Será mesmo que...?? Não,só pode estar havendo um engano,é claro. Eu conheço muito bem o Lucca, ele era meu melhor amigo, ele nunca seria arrogante como essa pessoa que estava parada na minha frente, parecendo que buscava as palavras.
- O que você disse? – Ele perguntou, demonstrando que estava tão confuso quanto eu.
- Eu... Eu... Eu disse que eu sou a princesa... – Disse me atropelando um pouco nas palavras.

- Angélica? – Perguntou ele com um tom de incerteza e surpresa ao mesmo tempo.
- Eu não acredito que é você! Lucca! Oh, meu Deus! – Eu não sabia o que fazer, o que dizer. Oh céus, por quanto tempo eu fiquei imaginando o dia em que o reencontraria. Lucca era uma das pessoas de quem eu mais senti falta quando fui embora. Ele era meu melhor amigo, meu único amigo, que agora estava ali, na minha frente... Eu estava tão feliz e animada que nem percebi o que estava fazendo, quando dei por mim já estava abraçada a ele, que me abraçava fortemente mostrando que também havia sentido minha falta.


Muitas surpresas os aguardam nos próximos capítulos de...

História de Amor!