Olá leitores,como vocês estão??Espero que estão todos bem!!!
Viemos aqui para desejar um Feliz ano novo,cheio de alegria,paz,amor,felicidade,realizações.Se 2012 não foi bom para alguém que 2013 traga tudo o que esse ano não trouxe e se foi bom,que seja melhor!!
Quanto ao capítulo ele já está sendo escrito,não andamos com muita inspiração ultimamente,mas estamos fazendo o possível para trazer um capítulo super legal para vocês!!
Obrigada por lerem e estarem conosco por mais um ano,somos eternamente gratas a vocês!!
Beijinhos e Feliz Ano Novo!!
Fernanda e Karina!
Amores Estranhos
Capítulo 5
- Meu Deus, como você cresceu! – Falei me desvencilhando do abraço
que eu tanto tinha sentido falta. Lágrimas queriam insistentemente sair de meus
olhos, mas eu estava controlando-as ao máximo.
- Eu cresci, ou você que continua baixinha? – Ele deu um
empurrão de leve no meu ombro.
- Deixa de ser bobo Lucca, eu não sou baixinha. – Falei, não
gostava que as pessoas me chamassem de baixinha, e Lucca sabia muito bem disso,
por isso sempre me provocava.
Nós rimos, de nossa brincadeira boba. Sempre fazíamos isso
quando éramos crianças, provocávamos um ao outro, e depois ríamos de tudo.
- Eu senti muito a sua falta baixinha. Esse lugar não tem
tanta graça sem você! – Disse ele, parando de rir.
- Eu também senti muito a sua falta. Você era meu único
amigo, eu fiquei completamente perdida quando fui embora. – Disse, me
recordando do dia em que parti, foi o dia mais doloroso da minha vida. As
lágrimas voltaram a insistir a cair, e eu continuei tentando controlá-las.
- Mas agora você está de volta, e tudo voltará a ser como
era antes. Eu ainda continuo aqui como prometi, e ainda sou seu amigo. Sempre
serei. – Ele disse beijando minha testa.
- É tão bom estar de volta! Mas venha! Temos que comemorar,
você disse que estava indo ao baile, então vamos para lá.
Caminhamos até o castelo conversando e rindo. Eu sentia que
tudo estava completo agora.
- Filha, onde você estava? Já estávamos ficando preocupados.
– Disse minha mãe.
- Eu fui tomar um pouco de ar. – Respondi.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntou meu pai. Estranhei o modo como ele falou.
- Eu vim ao baile de comemoração da volta da minha amiga alteza. – Respondeu Lucca no mesmo tom que meu pai.
- Vá embora! – Ordenou papai.
- Como assim pai? Por que o senhor está falando assim com
ele? Ele é meu amigo e o senhor sabe disso. – Eu não estava entendendo
absolutamente nada.
- Filha, é melhor você ficar fora disso. – Respondeu papai,
em tom de alerta.
- Por quê? Ele tem todo o direito de ficar! – Eu já estava
ficando irritada, queria saber o motivo de meu pai estar sendo tão grosseiro
com Lucca.
- Angélica, eu já disse, fique fora disso. Agora entre com
sua mãe. E enquanto a você, se ainda tem um pouco de dignidade, vá embora e não
volte mais. – Disse meu pai. Ele estava muito bravo, mas eu não queria sair, eu
queria entender o que estava acontecendo.
- Venha filha, vamos entrar. – Disse minha mãe me puxando
para dentro do castelo.
- Vossa majestade pode me mandar embora, pode me impedir de
entrar, mas não pode impedir a nossa amizade. E eu não vou deixar que o senhor
acabe com tudo o que eu mais senti falta em toda a minha vida. – Disse Lucca
firmemente.
Eu olhava para trás todo o tempo, vendo meu melhor amigo se
afastar, e minha noite ser arruinada por meu pai.
Acordei com a empregada abrindo as janelas do meu quarto
deixando entrar a claridade que vinha do lado de fora.
- Bom dia alteza – Disse a empregada.
- Bom dia. – Na verdade não sei se era um bom dia. Minha
noite havia sido péssima, não tinha conseguido dormir direito, me revirei na
cama a noite toda, tudo culpa do acontecimento de ontem.
Não conseguia acreditar no que tinha acontecido, tinha
reencontrado meu amigo, e de repente o vejo ser destratado pelo meu pai. Queria
entender o que estava acontecendo e não iria sossegar enquanto não descobrisse.
Fui ao banheiro e me olhei no espelho, estava completamente
acabada, estava com olheiras, meu cabelo estava mais bagunçado do que o normal,
parecia que tinha acabado de voltar da guerra. Decidi tomar um banho para
relaxar e tentar ficar com uma aparência melhor. Quando acabei meu banho, desci
para tomar café com meus pais.
- Bom dia querida. – Papai e mamãe disseram.
- Bom dia. Bom dia Bright.
- Bom dia alteza.
- Como passou a noite querida? Mais cedo recebemos alguns
cartões de alguns convidados agradecendo o convite para seu baile, dizendo que
tudo estava impecável e que você se tornou uma dama muito bonita e adorável. –
Disse minha mãe com um sorriso enorme no rosto, agindo como se nada tivesse
acontecido. Como ela pode agir tão naturalmente?
- Realmente, tudo estava impecável. Pena que o final não foi
um dos melhores não é mesmo? – Perguntei. Está na hora de descobrir.
- Querida, este não é o melhor momento... – Disse minha mãe
tentando amenizar a situação.
- Por que não? Quando será o melhor momento? Para mim, este
é um ótimo momento, afinal estamos todos reunidos, somos uma família, podemos
perfeitamente conversar sobre isso agora e esclarecer as coisas.
- Angélica não nós vamos conversar sobre isso agora. – Respondeu
meu pai com a voz grave.
- Por que não? Qual é o problema em conversar sobre isso?
Pai, você destratou o meu melhor amigo, o senhor sabe o quanto ele é importante
para mim. Ele foi o único amigo que eu tive em anos, e agora que eu o
reencontrei o senhor o expulsa como se ele fosse um estranho. Eu preciso de uma
explicação. O senhor me deve isso! – Falei teimando com meu pai. Eu tinha que
descobrir o que estava acontecendo. Eu não podia deixar meu pai tratar o Lucca
como se fosse um estranho. Ele não era um estranho, era meu melhor amigo, e eu
vou descobrir o que está acontecendo.
- Angélica, pare de agir como uma menina teimosa. Nós não
vamos conversar sobre isso e ponto final. – Disse meu pai, aumentando a voz.
- Tudo bem, quando o senhor quiser me contar venha me
procurar. – Disse me levantando da mesa.
- Filha, aonde vai? Você nem tocou no café. – Disse minha
mãe.
- Perdi a fome. – Falei me retirando daquele lugar que
estava me sufocando.
Subi as escadas até meu quarto, peguei meu par de luvas que
se encontrava na gaveta, estava colocando-as quando alguém bateu na porta.
- Alteza? – Era Brigith.
- Pode entrar.- Falei.
- Desculpe incomodar alteza, mas, está tudo bem? – Perguntou
Brigith parecendo preocupada.
- Não muito. – Respondi.
- Posso ajudar em algo?
- Infelizmente não. – Respondi.
- Vossa alteza vai sair? – Perguntou.
- Vou. Preciso distrair minha cabeça. Mais tarde eu volto,
não se preocupe. – Respondi.
- Tudo bem.
Descemos as escadas juntas, e eu fui para o estábulo e
peguei Berbere para cavalgar.
Adentramos a floresta em uma velocidade razoável, as folhas
das árvores já começavam a tomar a cor alaranjada. O outono estava chegando.
Cavalgamos por mais alguns minutos e depois começamos a
voltar para o castelo, apesar de que eu não estava com muita vontade de voltar,
mas daqui a pouco meus pais ficariam preocupados e eu não queria arranjar
problemas, ainda mais depois de ter saído da mesa da forma como saí. Mas isso
não era culpa minha, eu só queria entender o que estava acontecendo. Eu tenho
esse direito e não vou fingir que nada aconteceu.
Depois que deixei Berbere no estábulo, caminhei até a
entrada do castelo, quando avistei Brigith parada na margem do lago que havia
ali perto. Fui até ela.
- Olá Brigith!
- Olá alteza! Está melhor?
- Sim.
Brigith assentiu com a cabeça.
- A vista daqui é muito linda. – Comentou Brigith.
- Concordo, eu adorava ficar aqui. Eu e o Lucca sempre
vínhamos aqui para brincar e conversar. – Disse.
- Vossa alteza falou com ele depois do ocorrido? – Perguntou
Brigith.
- Não. E hoje quando fui para a floresta ele não estava lá.
Você que ele está com raiva de mim? – Perguntei com medo.
- De vossa alteza não. Mas de vossos pais é bem provável.
- Por que será que eles fizeram aquilo? – Perguntei.
- Não sei alteza. Mas eles devem ter seus motivos.
Ficamos conversando o resto da manhã, depois fomos almoçar.
No almoço ninguém tocou no assunto. Minha mãe ficava
tentando iniciar conversar sobre alguma coisa qualquer, e eu só balançava a
cabeça ou fazia comentários como “Hum” ou “Ah”. No fim ela percebeu que eu não
queria conversar e desistiu de tentar, o resto do almoço foi um silêncio total.
O resto do dia continuou monótono até que a noite chegou e
eu fui para o meu quarto dormir.
O sono veio logo para a minha felicidade já que não queria
ter insônia hoje, o dia já fora chato o suficiente.
Capítulo 4
20 dias depois...
Acordei,o sol ainda estava fraco a essa hora da manhã.
Fiz minha higiene matinal e fui tomar café com meus pais e
Brigith.
- Bom dia família! – Disse me sentando à mesa.
- Bom dia querida! – Disseram papai e mamãe.
- Bom dia alteza. – Disse Brigith.
- Eles não vão descer para tomar café conosco? – Perguntei.
Meus tios e meus avós tinham chegado a três dias para o baile que minha mãe
está organizando. Desde então eles estão morando aqui conosco e vão embora
amanhã pela manhã.
- Eu já pedi para Mellany ir chamá-los. – Respondeu mamãe. –
Finalmente chegou o grande dia! – Ela comentou animada.
- Sim,passou tão rápido. Já está tudo pronto? – Perguntei.
- Claro que sim. Você sabe que não gosto de deixar as coisas
para a última hora.
Logo depois meus tios e meus avós chegaram e tomaram café
com a gente.
Depois do café eu estava indo com Brigith dar um passeio
pela redondeza quando minha mãe me chamou.
- Filha,aonde vocês estão indo?
- Nós vamos passear um pouco.
- Desculpa estragar os planos de vocês,mas agora vocês vão
provar os vestidos que comprei para ver qual fica melhor para a ocasião. –
Disse mamãe.
- Isso é realmente necessário mãe? – Perguntei desanimada. A
parte ruim das festas é que a minha mãe me faz passar quase o dia inteiro
experimentando vários e vários vestidos.
- Mas é claro que é necessário. Eu quero que a minha filha
seja a mais bonita da festa,afinal fizemos isso para você! – Respondeu mamãe
com um sorriso meigo no rosto.
Mamãe nos levou até o quarto e chamou uma empregada para nos
ajudar. Ela pediu para a empregada tirar do guarda roupa uns dez vestidos e me
fez experimentá-los.
Eu já estava me cansando de tanto experimentar vestidos,e
minha mãe ainda não tinha ficado satisfeita com nenhuma roupa,ela sempre achava
algum defeito.
Ela pediu para a empregada tirar mais alguns vestidos,e eu
fui experimentá-los. Finalmente minha mãe ficou satisfeita com algum vestido.
Depois fomos para o quarto de Brigith escolher o vestido
dela. Assim como eu,Brigith teve que experimentar vários vestidos até minha mãe
ficar satisfeita com um.
Quando terminamos fomos almoçar.
Estávamos todos sentados à mesa conversando,meus avós
contando histórias do reino onde viviam. Vovó falou que quanto mais eu
crescia,mas eu ficava parecida com minha mãe. Eu ria dos comentários dela. Vovó
é uma pessoa muito divertida. Meus tios também contavam as histórias deles,eu
estava me divertindo muito e matando a saudades deles.
Depois do almoço eu fui ter o meu dia de beleza!
Fui tomar banho e passei um bom tempo na banheira refletindo
sobre o baile,depois vesti um roupão e uma empregada veio fazer o meu penteado.
Ela escovou delicadamente meus cabelos,e depois prendeu-os no alto de minha
cabeça,fazendo um coque,no estilo em que as garotas mais sofisticadas usavam
hoje em dia. Logo
após ela esfumou meus olhos com sombra marrom,e passou delineador e rímel
preto,um pouco de blush coral para realçar as maçãs do meu rosto,e por fim o
batom vermelho rubi.
Tirou de uma caixa coberta de cetim,uma coroa de diamantes
com brinco e colar combinando,depois encaixou-os delicadamente.
Por fim,trouxe um espelho para que eu pudesse ver o
resultado.
O vestido era simplesmente lindo. Branco,bordado com
pequenas flores que percorriam toda a sua extensão,a maquiagem fez com que meu rosto
ganhasse mais vida,eu realmente estava me sentindo uma princesa e segura de
mim. Borrifei meu perfume preferido e sai do quarto descendo as escadas rumo ao
grande salão onde o baile já começava. Já podia ouvir o som das vozes dos
convidados que se encontravam no salão de festas. Os murmúrios se misturavam
com o som suave dos instrumentos que começavam a dar vida às primeiras notas de
uma das belíssimas músicas escolhidas cuidadosamente por minha mãe.
Caminhei até o salão e fui imediatamente recebida por meus
pais que estampavam um sorriso enorme no rosto. Oh, e como eles estavam belos!
- Filha, como você
está linda! – Disse minha mãe.
- Sua mãe tem razão, você está linda! – Concordou
meu pai.
- Obrigada. Estou
muito atrasada? – Perguntei reparando que no salão já havia um número
considerável de convidados.
- Não, você chegou na
hora certa. – Respondeu minha mãe me levando para dentro do salão.
Só então pude perceber a beleza do lugar.
O salão era iluminado, pelos castiçais feitos dos cristais
mais caros de toda a Europa que pendiam no teto, mostrando a riqueza de
detalhes do lugar. As paredes de cor bege com detalhes em dourado, as cortinas
de seda branca, davam ao lugar um toque delicado e ao mesmo tempo refinado. As
enormes janelas estavam abertas, mostrando a linda paisagem dos campos lá fora.
O efeito da luz da lua sobre aqueles campos, só enriqueciam mais a beleza do
lugar e o deixava mais encantador e mágico. Pessoas conversavam animadamente,
serviçais iam e vinham com bandejas quem continham bebidas e petiscos, que eram
oferecidos aos convidados.
Fui despertada de meus devaneios quando minha mãe me
apresentou um casal, era o Duque tananá e sua esposa a Duquesa tananá.
Fui apresentada à várias pessoas de importância na
sociedade, minha mãe sempre falando de minha volta, dos tempos em que vivi com
meus tios, enquanto conversávamos com General da Corte de Andallas – nosso
reino- e sua esposa, o General começou um assunto um tanto desagradável, pelo
menos para mim.
- Sua filha é muito
bonita alteza, lembro-me dela apenas como uma pequena garotinha correndo pelos
campos do castelo. Já viram um pretendente para ela?
- Ainda não, mas vamos trabalhar nisso ainda essa semana,
minha filha já está na idade de casar, e sei que ela será uma ótima esposa. – Respondeu
minha mãe.
- Mãe... Acho que temos que conversar sobre isso depois. –
Falei. Não gostava da ideia de ter que me casar com um desconhecido. Eu queria
me casar com alguém que eu amasse, que fizesse minhas mãos suarem e meu coração
querer saltar pela boca toda vez que o visse, queria me casar com alguém que me
fizesse perder o sono, me fazendo planejar uma vida longa e feliz. Mas era
óbvio que meus pais não aceitariam isso. Para eles eu teria que me casar com
alguém que tivesse um cargo alto na sociedade, que fosse herdeiro de várias
terras, que pudesse me dar uma vida agradável – financeiramente é claro – e
tranquila.
De repente ouço o som agudo de um sininho tocando. Era o
serviçal que anunciava o jantar.
Fomos todos para o jardim onde o jantar será servido.
O jardim era um dos xodós da minha mãe. Ela fez questão de acompanhar tudo o
que faziam para deixar o jardim devidamente decorado para esta noite.
E posso dizer que toda a dedicação valeu a pena! Tudo estava
deslumbrante. As mesas e cadeiras cobertas com cetim branco, pequenos arranjos
com flores rosa claro, amarelas e brancas, ajudavam a enfeitar e dar um toque
delicado às mesas. As árvores eram iluminadas por pequenas lâmpadas que foram
colocadas em alguns galhos e troncos, foi colocado também algumas luminárias em
alguns pontos do jardim para dar mais luminosidade ao lugar. A coleção de
porcelana com detalhes me ouro de minha mãe foi a escolhida para a ocasião.
Antes de todos serem servidos meu pai ofereceu um brinde à mim, e fez um breve
discurso sobre a minha volta, ao término todos foram servidos. O prato de
entrada era Batatas Recheadas com Creme de Gorgonzola, para o prato principal
foi escolhido Papardelle de Camarão e Tangerina, e a sobremesa foi Creme de
Manga com Nozes e Vinho do Porto. Tudo absolutamente delicioso. O jantar foi
tranquilo, todos conversavam e se divertiam muito.
Logo após o jantar voltamos para o salão de festas onde o
Príncipe Joffrey II, filho do rei Joffrey I, grande amigo de meu pai. Depois
fui conversar com Brigith e algumas princesas, elas eram super simpáticas. Já
estava ficando cansada do ambiente e decidi respirar um pouco de ar. Saí
despercebida e fui rumo aos campos do reino.
Já estava caminhando a alguns minutos quando ouvi passo
vindo em minha direção, estranhei, pois não era habitual pessoas ficarem
passeando por aí a essa hora da noite – certo, eu era uma exceção - . Continuei
andando para ver se descobria quem era a pessoa que estava vindo. Formas
começaram a aparecer por entres as árvores, não estava sendo muito fácil
identificar quem era, já que a única iluminação que tinha ali era a luz da lua
que não ajudava muito. Quando finalmente consegui enxergar quem era, me
arrependi amargamente de ter continuado meu caminho, se eu não fosse tão
curiosa, talvez não precisasse me estressar com a pessoa que estava parada na
minha frente.
- O que faz aqui? – Perguntei ríspida.
- Pelo o que sei, não lhe devo satisfações. – Ele respondeu
rude como sempre.
- Ah, eu não sei por que ainda perco o meu tempo falando com
você! – Disse. Por que ele tinha que estragar a minha noite?
- Olha, me desculpe alteza – sua voz soou irônica – mas não
vim aqui perder meu tempo com você, não me interessa o por que de você estar
aqui, mas eu só preciso continuar meu caminho e achar minha amiga tudo bem?
Portanto, vamos ignorar este encontro...
- Nossa eu não sabia que você tinha amigos. – Minha vez de
ser irônica.
- Se não vai me ajudar, então não me atrapalhe.
Ele começou a sair, de repente me veio algo em mente, ele
tinha um amigo e realmente estava preocupado com ele, eu deveria ajudar, por
mais que essa pessoa me desagradasse...
- Tudo bem, eu ajudo, me diga qual o nome da sua amiga, eu
posso chamá-la aqui, já que são todos meus convidados...
- Seus convidados? Eu achei que esse fosse o baile de
comemoração por causa do retorno da princesa.
- E você está certíssimo. Sim, meus convidados, eu sou a
princesa. – Assim que terminei de falar me ocorreu um pensamento. Não! Não pode
ser... Não pode ser ele...
Vi que ele estava tão espantado quanto eu. Será mesmo
que...?? Não,só pode estar havendo um engano,é claro. Eu conheço muito bem o
Lucca, ele era meu melhor amigo, ele nunca seria arrogante como essa pessoa que
estava parada na minha frente, parecendo que buscava as palavras.
- O que você disse? – Ele perguntou, demonstrando que estava
tão confuso quanto eu.
- Eu... Eu... Eu disse que eu sou a princesa... – Disse me
atropelando um pouco nas palavras.
- Angélica? – Perguntou ele com um tom de incerteza e
surpresa ao mesmo tempo.
- Eu não acredito que é você! Lucca! Oh, meu Deus! – Eu não
sabia o que fazer, o que dizer. Oh céus, por quanto tempo eu fiquei imaginando
o dia em que o reencontraria. Lucca era uma das pessoas de quem eu mais senti
falta quando fui embora. Ele era meu melhor amigo, meu único amigo, que agora
estava ali, na minha frente... Eu estava tão feliz e animada que nem percebi o
que estava fazendo, quando dei por mim já estava abraçada a ele, que me
abraçava fortemente mostrando que também havia sentido minha falta.
Muitas surpresas os aguardam nos próximos capítulos de...
História de Amor!
Recadinho...
Olá meus amores!!!!Como vocês estão????Em primeiro lugar gostaríamos de desejar Feliz dia das Mães,para as mamães de vocês e para a minha mãe e a mãe da Karina!!!
Agora vamos ao recado....
Bom...vocês devem ter reparado que a gente não posta desde março né??Pois é.Nós não temos tempo para nada,a escola está tirando a nossa vida social,não estamos tendo mais tempo de escrever.Para vocês verem,nós começamos a fazer o cap 4 logo quando acabamos o 3 e até agora não conseguimos terminar.
Queríamos deixar claro que NÃO abandonamos o blog,muito pelo contrário,estamos fazendo o possível para aproveitar o tempo que temos livre e fazer os caps,portanto,gostaríamos que vocês tivessem um pouco de paciência,e não nos abandonasse!Não vamos dar uma previsão de quando o cap vai ficar pronto porque nem nós sabemos.kkkk.
Bom....É isso gente!
Nós amamos vocês,e amamos o blog,não vamos abandoná-lo,assim como a gente espera que vocês não nos abandone.
Beijinhos e bom início de semana para vocês!!
Karina e Fernanda.
Capítulo 3
Acordei,me levantei e fui olhar a janela.O sol brilhava fraco,ainda devia ser bem cedo,então fui tomar um banho enquanto esperava dar a hora do café da manhã.Depois do banho a empregada veio me ajudar a me arrumar,depois fui à minha penteadeira e peguei meu perfume preferido e o borrifei.Ele é de rosas vermelhas com tulipa,um aroma extremamente agradável.
Depois desci as escadas para tomar café,Brigith já estava lá,assim como meus pais.
- Bom dia filha. – Disseram papai e mamãe.
- Bom dia.Bom dia Brigith. – Falei.
- Bom dia alteza.
- Dormiu bem querida? – Perguntou meu pai.
- Sim,consegui descansar bastante. – Respondi.
- E você Brigith? – Perguntou mamãe.
- Dormi bem majestade,obrigada. – Respondeu Brigith.
- Que bom,nós torcemos muito para que você goste de morar aqui.Nós sabemos que é difícil se mudar para um lugar que você nunca viu,mas nós vamos fazer o possível para que você se sinta bem,afinal Angélica falou que você é a melhor amiga dela,e nós tratamos bem os amigos de nossa filha. – Disse mamãe.
- Eu agradeço a compreensão majestade.Tenho certeza que vou gostar de morar aqui,pelo pouco que vi enquanto chegávamos parece ser um lugar encantador. – Disse Brigith.
Tomamos nosso café tranquilamente,depois eu estava indo caminhar pela redondeza quando minha mãe me chamou.
- Filha,gostaria de conversar com você.
- Pode falar mãe.
- Venha,vamos para a sala de estar. – Chamou minha mãe. Brigith veio conosco.
Eu e Brigith nos sentamos no sofá e minha mãe se sentou no outro sofá que era menor e ficava de frente para nós.
- Bom,eu tive a idéia de fazer uma grande festa de boas vindas para comemorar a sua volta.Vamos chamar toda a corte e familiares,vai ser uma festa fabulosa. – Dizia minha mãe com os olhinhos brilhando.
- Por mim tudo bem.Vai ser bom rever as pessoas. – Disse.
- Que bom que você gostou da idéia.Vamos começar a planejar então? – Perguntou minha mãe.
- Na verdade agora eu queria andar um pouco pela redondeza,mas a senhora e Brigith podem ir pensando em algumas coisas,depois vocês me avisam. – Falei.
- Não quer que eu lhe acompanhe alteza? – Perguntou Brigith.
- Não é necessário,fique aqui ajudando minha mãe. – Falei e Brigith concordou com a cabeça.
- Mãe,se importa se eu pegar um cavalo emprestado? – Perguntei já de pé.
- Não filha,pode pegar.Bom passeio.
- Obrigada. – Falei,dei um beijo nela,acenei para Brigith e fui ao celeiro escolher meu cavalo.
Chegando no celeiro,encontrei uma grande variedade de cavalos,de várias raças e de várias cores.Tinha brancos,pretos,marrons,cinzas,malhados.Tinha raças como Andaluz,Anglo-Árabe,Árabe,Berbere,Crioulo,Hunter,Orlov Trotter,Paso,Saddlebred.Diante de tantas opções optei pelo Berbere.O Berbere não impressiona a primeira vista:tem a garupa caída,a cauda de implantação muito baixa,e uma cabeça sem nada de especial,com formação craniana que se assemelha a dos cavalos primitivos. Não obstante,a resistência e o vigor do Berbere são ilimitados,indicando uma disposição à toda prova.É um cavalo de excepcional agilidade,capaz de cobrir com grande velocidade distâncias curtas.Ele tem mais ou menos um metro e meio de altura e sua cor é castanho.
Montei no Berbere e saí a meio galope.
A sensação mais incrível do mundo é montar em um cavalo e sair sem destino, você se sente livre, o vento ao meu redor parecia dançar ao som da suave musica dos cascos tocando o chão.
A paisagem dançava no mesmo ritmo, as cores viraram um borrão e tudo que eu sentia, era paz.
Percebi que meu cavalo sentia o mesmo, fomos ganhando velocidade, até que não tinha mais idéia de onde estava
Mas mesmo assim, não senti medo, sabia que se estivesse junto com esse Berbere incrível, eu estaria segura. Eu confiava nele, e ele confiava em mim.
Depois de um longe tempo cavalgando sem rumo,decidi parar para dar descanso ao Berbere.Era um dia quente de verão,a paisagem das terras do reino eram incríveis.
Desmontei,e fui puxando Berbere comigo pelas rédeas,estava procurando uma árvore com uma grande sombra para sentar e apenas apreciar a luz do sol tocando as cores e deixando tudo com mais vida.
Enquanto caminhava,percebi que não havia nenhum identificação no cavalo que havia pego.Observei-o,seu pelo era demasiadamente brilhante,e seus olhos estavam alertas,ele saberia agir se precisasse,eu sabia disso pois quando pequena,me lembrava de quando papai mandara treinar todos os cavalos.
Como deveria chamar esse incrível cavalo?
Minha mente estava a mil, me sentia ligada a ele, e acreditava que ele sentia-se ligado a mim.
No momento, estava distraída demais para perceber o que estava na minha frente, acabei trombando em um homem que estava de costas a mim...
- Desculpe-me. – Falei rapidamente,me virando para ver quem era.
- Você precisa prestar mais atenção por onde anda. – Falou rudemente o garoto que aparentava ter uns 19 anos.
- Mais uma vez peço desculpas por ter esbarrado em você.Mas o cavalheiro poderia ser um pouco mais educado não acha? – Perguntei.
- Não é da sua conta se eu sou educado ou não. – Respondeu no mesmo tão rude de antes.
Tudo bem,aquilo foi demais pra mim,estalei meus lábios,coisa que sempre fazia quando estava com raiva,e encarei aqueles olhos frios.
- Pois bem senhor,mas ser gentil com as pessoas é uma questão de ética,se não o pratica com uma pessoa que apenas esbarrou em você e pediu as mais sinceras desculpas mais de uma vez,apenas posso supor que o senhor não possui ética,ou pelo menos,os bons modos necessários para se relacionar com as pessoas.Com licença,mas preciso tomar meu caminho. – Falei.
Essa última parte teria sido perfeita,se ao menos eu soubesse onde estava e aonde deveria ir para chegar em casa.Apenas me virei para Berbere e dei as costas ao homem rude.
- Você não parece que sabe para onde está indo. – Falou o tal homem,me virei e vi que ele estava encostado em uma arvora me olhando com um sorriso cínico no rosto.
- Sei absolutamente para onde estou indo. – Disse e me virei para continuar caminhando com Berbere.
- Tenho,muito obrigada. – Falei e comecei a caminhar com Berbere.
- Pois saiba que está indo pelo sentido contrário ao castelo,nessa direção você vai parar nas Ruínas de Marvo. – Disse o garoto.
Parei e fiquei pensando por alguns segundos,não queria admitir que estava perdida.Não para ele.
- Como vou saber se você não está me falando isso,só para se vingar de mim por eu ter esbarrado em você,e ter falado que você não tem educação?O que não é nenhuma mentira. – Dei um sorriso quando falei isso. - Você não me parece uma pessoa confiável. – Falei agora voltando a olhá-lo.
- Tudo bem,você é quem sabe.Mas não diga que eu não avisei. – Disse ele com um sorriso e um olhar de superioridade.
E agora?O que vou fazer?Não posso dar o braço a torcer e admitir que estou perdida.Mas e se ele realmente estiver mentindo e estiver falando isso só por vingança?Percebi que enquanto pensava nas possibilidades,eu continuava parada,e isso só mostrava para ele a minha insegurança.Então decidi que não ia lhe dar ouvidos.Comecei a caminhar com Berbere pelo caminho que eu achava que era o caminho certo.
Estávamos andando por mais ou menos uma hora e tudo que se via era,árvores e mais árvores,nenhum sinal de civilização.Além do desespero que já estava começando a tomar conta de mim por eu estar perdida,eu tinha a estranha sensação de estar sendo seguida.Olhei para os lados e para trás para ver se via alguém ou algum animal,mas não vi nada.Devia ser o medo que já começava a afetar minha racionalidade.Afinal não era para menos,eu estava sozinha no meio de uma floresta,totalmente perdida.Berbere também já começava a ficar inquieto,acho que meu nervosismo também estava o afetando.
- Calma Berbere,está tudo bem.Está tudo sobre controle. – Falei acariciando-o.É claro que não estava tudo bem,muito menos sobre controle,mas eu não queria deixá-lo nervoso.
Continuamos caminhando por não sei mais quanto tempo,o sol já estava começando a se por,a floresta estava ficando cada vez mais escura e fria,meu desespero estava aumentando,Berbere já estava voltando a ficar inquieto,e a minha sensação de estar sendo seguida ainda não tinha passado,e isso só piorava as coisas.
- É Berbere,estamos perdidos. – Falei e ele relinchou.
- Calma,vai ficar tudo bem.Meus pais já devem estar mandando alguém vir nos procurar,logo,logo seremos encontrados. – Falei acariciando eu focinho.
Ouvi uma risada.Fiquei estática.O que era isso?Olhei para os lados,e nada vi.Devo estar ficando louca.
- Pelo visto você não tinha tanta certeza assim quando falou que sabia para onde estava indo. – Falou alguém saindo de trás das árvores.Eu sabia de quem era aquela voz,tinha a escutado mais cedo.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntei.
- Eu queria ver você admitir que está perdida. – Falou.
- Você estava me seguindo? – Era só o que me faltava.
- Acho que pode se dizer que sim. – Ele falou nunca deixando o tom arrogante de lado.
- Qual é o seu problema?Primeiro fica todo ofendido só porque eu esbarrei sem querer em você,e agora está me seguindo. – Falei,realmente eu não estava entendendo nada.
- Como eu já disse,eu queria ver você admitir que está perdida.Acredite,sua cara de medo é impagável. – Ele disse e depois gargalhou.
Não acredito nisso.Esse garoto está se divertindo as minhas custas!Minha paciência foi ao limite.
- Bom,agora que já se divertiu,está esperando o que para ir embora? – Perguntei agora com o mesmo tom de arrogância que ele.Eu não costumo falar nesse tom com as pessoas,mas não tinha como não falar assim com ele.
- Eu já estava indo,mas antes,tem certeza de que não quer saber qual é o caminho certo? – Ele me perguntou.
Bom,não adianta mais eu falar que sei o caminho,porque ele já descobriu que eu não sei.Por mais que eu não queira,acho que está na hora de deixar o orgulho um pouco de lado.
- Qual é o caminho? – Perguntei.
- Não sei por que,mas eu tenho a impressão de que mesmo eu explicando você vai acabar se perdendo.Você não parece que tem um senso de direção muito bom. – Ele falou rindo.
Minha raiva estava aumentando cada vez mais,se é que isso é possível.
- Não precisa me dizer,alguém já deve estar me procurando e logo,logo serei encontrada.Pode ir embora. – A essa hora minha boa vontade de deixar o orgulho de lado foi para os ares.Me sentei no chão,me encostando em uma árvore para esperar até que alguém chegue,Berbere se sentou ao meu lado.Eu sabia que meu vestido ficaria sujo e que minha mar brigaria comigo por isso,mas eu já estava cansada de tanto andar,e Berbere também.
- Tem certeza?Não acho seguro donzelas ficarem sozinhas em uma floresta,ainda mais que já está de noite. – Falou ele ainda com um sorriso nos lábios.
Chega!
- Não perguntei sua opinião. – Falei mais rude do que da primeira vez.Como eu já disse antes,eu não costumo falar assim com as pessoas,e nem gosto,acho uma tremenda falta de educação,mas esse garoto estava me tirando do sério,ele estava passando dos limites,se aproveitando da minha situação para se divertir.
- Olha quem é que está sendo mal educada agora! – Ele exclamou arqueando uma sobrancelha.
- Você não disse que estava indo embora? – Perguntei.
- Belo cavalo. – Disse se aproximando de Berbere e o analisando melhor.
- Obrigada. – É impressão minha ou ele mudou de assunto?
- Acho que está explicado o por quê de você ter se perdido.Os Berberes costumam ser rápidos,é preciso atenção quando está cavalgando com um Berbere,o que parece que você não tem muita. – Ele disse ainda olhando para Berbere.
Eu resolvi ignorar esse último comentário.
- Você não respondeu minha pergunta. – Ele agora voltou sua atenção para mim. – Você não disse que estava indo embora? – Perguntei novamente.
- Realmente. – Ele olhou novamente para Berbere,depois para mim e foi indo embora,mas logo depois de alguns passos ele se virou e disse: - Continue seguindo em frente,você vai reparar que vai começar a aparecer árvores mais baixas,siga a trilha delas,não desvie do caminho ou irá se perder novamente.Se seguir as árvores baixas chegará logo no castelo. – E falou e foi embora sem me dar tempo de dizer “Obrigada”.
Me levantei,Berbere fez o mesmo e começamos a andar pelo caminho que o garoto tinha falado.Logo avistei as tais árvores,quando encontrei dois guardas no caminho.Como eu havia pensado.Meus pais já estavam mandando alguém vir me procurar.
- Alteza,está tudo bem?Está machucada? – Perguntou um dos guardas.
- Está tudo bem,não se preocupem,não estou machucada. – Disse.
- Então vamos pois seus pais estão preocupados.
Assenti e os segui com Berbere ao meu lado.Não demorou muito tempo e já estávamos no castelo,um dos guardas levou Berbere para o estábulo,enquanto o outro guarda me acompanhava pelo castelo,meus pais estavam nos esperando no salão de entrada.
- Mãe,pai! – Corri para abraçá-los.
- Filha! – Eles falaram em uníssono e me abraçaram. – Ficamos tão preocupados,você está bem?
- Estou sim,eu só estava distraída cavalgando com Berbere,quando vi que não sabia como voltar,então comecei a caminhar pelo caminho que eu achava que era o certo,até encontrar os guardas no meio do caminho que me trouxeram de volta. – Falei.
- Tome mais cuidado da próxima vez,agora suba,tome um banho e desça para o jantar. – Disse mamãe.
Fiz o que ela disse,fui para o meu quarto,tomei um banho e desci para ir jantar.Só depois que minha mãe falou em jantar que eu percebi que estava morrendo de fome.
Fui para a sala de jantar e me sentei junto com minha família e Brigith.
- Filha enquanto você estava fora,eu e Brigith acertamos os detalhes para sua festa.Amanhã já vamos mandar os convites,e quanto a decoração,escolhemos aquele jogo de louça de porcelana com detalhes em ouro,a toalha de mesa eu pensei em ceda rosa,e ainda precisamos fazer um vestido novo para você. – Disse mamãe enquanto jantávamos.
- Tudo bem,adorei a decoração. – Falei.
Ficamos conversando mais um pouco sobre a festa durante e também depois do jantar.Depois me despedi de meus pais e de Brigith e fui me deitar,estava exausta,hoje o dia foi longo.
Me deitei e me lembrei das conversas malucas que tive com aquele garoto.Espero não encontrar mais com ele pelas redondezas,ele é arrogante demais.Não demorou muito e eu acabei dormindo.
Descubra mais no próximo capítulo de....
História de Amor!
Capítulo 2
3 dias depois.....
Acordei com os raios de sol entrando pela janela,esfreguei os olhos para enxergar melhor,me levantei e fui fazer minha higiene matinal,depois tomei um banho bem demorado e fui tomar café com meus tios.
- Bom dia tio. Bom dia tia. – Falei.
- Bom dia querida,animada para hoje? – Meu tio perguntou.
- Sim,muito! – Falei com um sorriso enorme no rosto. Realmente estava muito feliz,hoje é o dia em que irei finalmente voltar para minha casa.
- Quando meus pais vão chegar? – Perguntei.
- Seus pais mandaram uma carta avisando que mandaram o Lorde Robert da Casa de Baratheon lhe buscar,pois eles não poderão vir pessoalmente. Disseram que sentem muito por isso,e que estão lhe esperando ansiosamente.
Fiquei triste com essa notícia,estava pensando que meus pais viriam me buscar,queria muito ver eles o mais rápido possível,mas pelo jeito teria que esperar mais um pouco.
- Tudo bem então. – Falei.
Terminamos de tomar o café e eu fui com a Brigith para o meu quarto arrumar minhas malas.
- Acho que vamos ter muito trabalho por aqui Brigith. – Falei quando abri as portas do meu closet cheio de roupas.
Nós rimos.
- Acho melhor começarmos logo. – Disse Brigith.
Começamos a tirar tudo que tinha dentro do closet e colocar na mala,separando peça por peça.
Depois de muito tempo arrumando as malas,fomos almoçar.
- O prato de hoje é Macarrão Ao Molho Branco. – Anunciou a cozinheira,colocando o refratário na mesa.
- Eu amo Macarrão Ao Molho Branco,obrigada Charllot. – Disse.
- De nada alteza,com licença. – Disse Charllot se retirando da sala de jantar.
Ficamos lá almoçando,de vez em quando conversávamos sobre algo,depois nos retiramos. Eu e Brigith fomos dar uma volta pela redondeza,antes de eu ir embora.
Estávamos sentadas na grama perto de uma macieira.
- Ansiosa para ir embora alteza? – Perguntou Brigith.
- Sim. E você? – Perguntei. Brigith iria junto comigo.
- Um pouco. Vou sentir muitas saudades daqui,moro aqui desde que nasci. Vai ser estranho no começo,mas acho que vou me acostumar. – Disse Brigith olhando o horizonte.
- Você vai gostar de lá,tenho certeza. – Disse a ela.
- Você se lembra de como era sua casa? – Perguntou Brigith,agora olhando para mim.
- Um pouco. – Nesse momento a empregada veio nos avisar de que o Lorde Robert da Casa de Baratheon acabara de chegar.
Chegamos no hall de entrada e meus tios e o Lorde estavam lá.
- Angélica,este é o Lorde Robert da Casa de Baratheon. – Disse meu tio nos apresentando.
- Olá. – Disse fazendo mesura.
- Olá alteza. – Disse Lorde também fazendo mesura.
- Venham,vamos para a sala de visitas. – Convidou minha tia.
Fomos para a sala de visitas.Eu e Brigith nos sentamos no sofá que fica de frente para duas poltronas onde sentaram meu tio e minha tia e ao nosso lado havia um sofá menor onde se sentou o Lorde.
Ele é um senhor que aparenta ter uns cinqüenta anos,alto,cabelos grisalhos,barba,intensos olhos azuis,não é gordo,mas também não pode se dizer que é magro.Parecia ser uma pessoa bondosa e confiável.
Meus tios e o Lorde ficaram conversando um pouco,algumas vezes eu e Brigith falávamos alguma coisa.
- Bom,acho melhor irmos alteza. – Sugeriu Lorde Robert,se levantando.
- Sim,vamos antes que fique tarde. – Disse me levantando.
Fomos todos para fora do castelo,o chofer ia colocando as malas na carruagem,enquanto eu e Brigith nos despedíamos de meus tios.
- Tchau tia,vou sentir muitas saudades da senhora. – Disse abraçando-a.
- Tchau minha querida,você vai fazer muita falta. – Disse minha tia me abraçando. Fui abraçar meu tio.
- Tchau tio,também vou sentir muita falta do senhor. – Disse abraçando-o.
- Tchau princesinha. – Disse meu tio me abraçando.
- Vou sentir muita falta daqui.Muito obrigada por terem deixado eu ficar aqui todo esse tempo,eu amo muito vocês! – Não pude conter as lágrimas. Dei um último abraço em meus tios,depois entramos na carruagem e seguimos viagem rumo a minha casa.
Os campos eram cobertos por uma grama que em certos pontos parecia recém aparada,mas em outros parecia que nunca haviam limpado ali,a maior parte era coberta por arbustos e as vezes era possível ver uma árvore ou outra,era completamente verde,eu imaginava que nessa época as coisas começassem a ficar meio marrom,já que o outono está chegando,mas estava tudo completamente verde.Era relaxante observar os pássaros voando para fazer seus ninhos,alguns estavam cantando e a melodia fez com que eu apreciasse a beleza natural do lugar.
A viagem toda foi tranqüila,apesar de cansativa. Era noite quando a carruagem parou.
- Chegamos! – Anunciou o chofer. Sorri radiante. Finalmente estava em casa.
Descemos da carruagem e fomos em direção a entrada do castelo. O Lorde ia na frente,Brigith ia comigo ao meu lado,e o chofer vinha atrás trazendo as malas.
O empregado abriu a grande porta de madeira e falou para entrarmos,e que meus pais estavam nos esperando na sala de visitas.
Cada passo que eu dava minha ansiedade aumentava mais,estava com muitas saudades deles. Finalmente chegamos na sala.
- Mãe.Pai. – Falei e corri para abraçá-los.
- Minha querida que saudade. – Disse mamãe. Minhas lágrimas caiam.
- Como é bom ter você de volta meu anjo. – Disse meu pai.Eu os abraçava com a maior força que podia e eles retribuíam esse abraço,era tão bom estar com eles de novo.Tê-los perto de mim.Deus sabe o quanto foi difícil ficar longe deles por todos esses anos.
- Por Deus,como você está grande. – Comentou minha mãe.
- É verdade,parece que o nosso bebê já não é tão bebê assim. – Comentou meu pai.
- Claro.Eu já tenho dezessete anos. – Falei enxugando as lágrimas e sorrindo um pouco.
- Se você soubesse o quanto eu fico triste por não ter ido aos seus aniversários,por não ter acompanhado seu crescimento,por não ter sido uma mãe presente. – Disse minha mãe com um olhar triste.
- Mãe não precisa ficar assim,eu entendo que vocês não puderam ir,vocês tinham que ficar e salvar nosso reino.Eu senti muita falta de vocês,mas nunca fiquei chateada,porque sabia que se vocês pudessem estariam lá. – Disse acariciando o cabelo da minha mãe.
- Obrigada por ser tão compreensiva. – Disse minha mãe acariciando meu rosto.
- Agora venha,vamos para o seu quarto.Benjamin leve as malas de minha filha e de Brigith para seus quartos e Mellany acompanhe Brigith até seu quarto. – Mandou minha mãe.
- Sim,majestade. – Responderam Benjamin e Mellany.
Subi as escadas até meu quarto acompanhada de minha mãe.
Quando paramos na grande porta de madeira,eu hesitei.Fazia anos que eu não entrava lá,e só conseguia me lembrar de uma grande porta de vidro que dava para uma sacada de onde eu observava a maior parte do terreno.
Respirei fundo duas vezes,estava com um pouco de medo do que iria encontrar,abri a porta.
Senti uma mistura louca de sentimentos quando eu entrei,o lugar era muito amplo,a cama ficava no centro e estava forrada com finos lençóis púrpura,percebi que o tecido era egípcio,havia pequenos detalhes de flores azuis bordadas delicadamente.
O assoalho era de madeira como o resto do castelo,mas estava brilhando como nenhum outro lugar,alguns metros da cama estava as grandes portas duplas de vidro cobertas por grossas cortinas púrpuras que combinavam perfeitamente com o jogo de cama.
Afastei as cortinas,a luz da lua invadiu o ambiente fazendo tudo brilhar ainda mais,olhei na direção oposta da janela e me deparei com uma grande penteadeira,o espelho era enorme e em cima dela estava tudo que eu gostava de usar,caminhei até lá lentamente e observei.
Meus pais haviam preparado tudo para minha chegada,lá estava tudo o que eu usava diariamente e quando precisava estar vestida com mais classe,havia uma grande caixa forrada de cetim com pequenas flores pintadas,abri com curiosidade e me deparei com um monte de jóias.Todos os meus perfumes estavam lá,só que estes eram novos,estavam arrumados de um modo em que quando a luz da lua batia neles,seus delicados vidros pareciam brilhar.
A felicidade por meus pais terem se preocupado tanto me invadiu e eu pude sentir lágrimas quentes em meu rosto.
- Vocês arrumaram tudo! – Disse enxugando as lágrimas.
- Sim,deixamos tudo pronto para você.Você deve ter percebido que fizemos algumas mudanças.Gostou? – Perguntou minha mãe,pude ver a ansiedade na voz dela.
- Eu amei!Está tudo perfeito,impecável.Não poderia estar melhor! – Falei olhando em volta do quarto ainda admirada com a beleza de tudo que estava ali.
- Que bom.Ficamos preocupados,pensando se você iria gostar. – Disse minha mãe.
- Está tudo perfeito mãe,não se preocupe. – Falei.
Ela ficou me mostrando mais algumas coisas no quarto depois descemos para o jantar.
Todos já estavam sentados na mesa,nos sentamos também.
O jantar foi tranqüilo,todos conversamos sobre várias coisas,eu e Brigith contamos um pouco sobre os anos que passei com os meus tios.
Depois papai e o Lorde Robert foram conversar no escritório.Eu,mamãe e Brigith ficamos conversamos mais um pouco,depois fomos dormir,pois estávamos cansadas da viagem.
Entrei no meu quarto,antes de me deitar,fiquei observando tudo em minha volta novamente só para ter certeza de que isso tudo é real.Eu realmente estou em casa.O sono e o cansaço foram me dominando até que resolvi não resistir contra eles e acabei dormindo.
História de Amor
Capítulo 1 - História de Amor
Eu estava sentada na escada da varanda de meu castelo,queria sentar-me na grama que cercava toda a propriedade,mas minha mãe me mataria se visse meu vestido sujo de terra novamente,então me concentrei em ficar nos degraus,apenas sentindo a grama com minhas mãos,seu tom macio me acalmava,me dava a sensação de paz.
Olhei para cima tentando ver o máximo que podia,mais tarde,eu iria me mudar,e não queria esquecer aquela cena incrível.
A alguns metros à direita de onde eu estava,tinha um pequeno lago cercado de árvores frutíferas,a propriedade era cercada por uma cerca branca,e parecia um lugar de outro mundo,muito verde,muito puro,seria difícil esquecer ali.
- Angélica! - Ouvi uma voz ao fundo chamando meu nome. Me virei para ver quem era. Lá estava Lucca acenando para mim. Fui ao seu encontro.
- Oi Lucca. - Cumprimentei-o.
- Oi Angélica,eu tenho uma surpresa para você. - Disse Lucca pegando minha mão e me levando para a lagoa que havia ali perto.
A lagoa ficava a apenas alguns metros de onde estávamos,então não demoramos muito para chegarmos lá. As águas da lagoa estavam cintilantes sob a luz do sol tornando a vista mais linda do que já é naturalmente.
- Aqui está! - Disse ele me entregando uma caixinha preta aveludada. Abri a caixinha.
- É linda Lucca. - Era uma corrente com um pingente de diamante. Era simplesmente lindo.
- Gostou?
- Eu amei,é linda. - Disse maravilhada.
- É meu presente de despedida. É para você nunca esquecer da nossa amizade e saber que pode sempre contar comigo. Deixe-me colocar em você. - Ele disse pegando a corrente e colocando em meu pescoço.
- Obrigada Lucca. - E o abracei. - Você também pode contar comigo sempre. - Disse o abraçando mais forte.
- Vou sentir muito a sua falta. - Disse Lucca.
- Eu também.
Raios de luz entravam pela janela tocando meu rosto,fazendo-me acordar de meu sonho. Virei para o outro lado,tentando recuperar meu sono mas não adiantou. Levantei-me quando a empregada veio me avisar que os meus tios estavam me esperando para o café da manhã.
Dirigi-me ao banheiro,fiz minha higiene matinal,coloquei um vestido mais apropriado,já que o que eu estava usando era de dormir,me olhei no espelho e vi a corrente que o Lucca me deu. Eu havia sonhado com o dia em que fui embora. Eu sentia muitas saudades da minha família e de Lucca. Desci para tomar café com meus tios.
- Bom dia tio. Bom dia tia. - Disse e sentei no lugar que fica de frente para minha tia,que estava sentada ao lado de meu tio.
- Bom dia querida,dormiu bem? - Perguntou minha tia,sempre muito carinhosa,me tratando como se fosse sua filha. Ela era um amor de pessoa.
- Sim. - Meu tio também é super carinhoso comigo,eles eram meus segundos pais.
Conversamos mais um pouco,depois de terminarmos nosso café meu tio foi para o escritório dele,e eu e minha tia fomos passear pelos campos do castelo junto com nossas damas de companhia. Depois de passearmos fomos a vila comprar frutas e verduras,mesmo tendo quem faça isso para nós,minha tia gosta de escolher ela mesma os alimentos. Eu admiro muito isso nela. Antes de sairmos avisamos o nosso chofer para que fosse nos buscar daqui uma hora.
Entramos na vila,era um lugar confortável,porém pobre,as casas pareciam de brinquedo,cada uma com uma cor diferente e com flores no parapeito das janelas. As pessoas que moravam ali eram mercadores,então em dias como hoje,montavam suas barracas em frente a suas casas,para vender seus produtos,era possível encontrar de tudo lá.
Eu adorava acompanhar minha tia quando ela decidia que precisava vir,as pessoas daqui são felizes e sempre sorridentes e isso me encanta.
Paramos em quase todas as barracas,depois encontramos nosso chofer na entrada da vila e fomos para o castelo.
Estávamos descendo da carruagem quando Joseph falou:
- Majestade,deixe-me ajudar com as sacolas. - Ofereceu-se Joseph,nosso chofer.
- Não é preciso Joseph,estão leves. E não se preocupe o rei não vai tirar seu emprego por isso. - Disse minha tia. Joseph estava sempre fazendo de tudo para agradar meus tios. Ele é um senhor de classe média baixa,tem três filhas adolescentes,sua esposa faleceu a pouco tempo,então ele faz de tudo para manter o emprego,pois quer dar um futuro melhor para suas filhas.
Adentramos o castelo,minha tia foi para a cozinha deixar as compras e eu fui para o meu aposento lavar as mãos para o almoço.
Depois do jardim,o lugar que eu mais gosto daqui é o meu quarto. É um lugar bem espaçoso,minha cama fica no centro do quarto,encostada na parede a esquerda da minha cama fica a minha penteadeira,na parede da direita fica o meu guarda-roupa,na parede de frente para minha cama,fica a janela que ocupa boa parte da parede. A vista dava para os campos do castelo. Repleto de árvores,flores de vários tipos,é tudo simplesmente lindo. O ar puro que entrava pela janela me deixava totalmente relaxada,era como se estivesse no paraíso. O verde,o colorido das flores,o aroma suave,tudo,exatamente tudo perfeito.
A empregada entrou no quarto me despertando de meus devaneios e me avisando de que o almoço já ia ser servido.
Desci e fui almoçar com meus tios. Sentei-me no mesmo lugar que tinha sentado do café,de frente para minha tia. Almoçamos,conversamos sobre coisas banais,depois eu fui caminhar com minha dama de companhia.
Estávamos sentadas na grama em silêncio admirando a paisagem quando Brigith quebrou o silêncio.
- Vossa alteza deve estar muito feliz não? - Perguntou Brigith,minha dama de companhia.
- Por que? - Perguntei não entendendo o motivo de sua pergunta.
- Porque logo,logo seus pais vão começar a procurar noivos para a senhorita. - Disse ela simplesmente.
- E por que eu ficaria feliz por isso?
- Porque é o sonho de toda garota. Casar-se,ter filhos e dedicar-se ao seu marido,fazendo de tudo por ele,tratando-o com muito amor e respeito. - Disse Brigith com um sorriso enorme nos lábios e um olhar sonhador. Então percebi que esse era seu sonho.
- Sinceramente Brigith,eu não estou feliz por isso. Eu quero sim,me casar,te uma família linda,mas com alguém que eu ame. Não com um desconhecido. Eu não quero me casar com uma pessoa,só porque é o melhor para mim e para meu povo,mas sim porque é ele que eu amo,é ele que me faz feliz,porque é com ele que me sinto completa. Entende? - Perguntei.
Ela fez que sim com a cabeça.
Brigith é minha melhor amiga,sempre que precisava de ajuda,eu recorria a ela. Passávamos todos os dias,o dia inteiro conversando,ela é uma garota muito doce e divertida.
Passamos a tarde inteira conversando,depois voltamos para o castelo.
Quando chegamos a empregada veio me avisar que meus tios estavam me esperando no escritório. Fui até lá.
Cheguei e bati na porta.
- Entre. - Era meu tio. Abri a porta e entrei.
- Estávamos esperando por você. - Disse meu tio,indicando a cadeira para que me sentasse.
- Aconteceu algo? - Já estava começando a ficar preocupada.
- Leia isto. Chegou para você agora pouco. - Disse minha tia me entregando um envelope. Abri o envelope curiosa para saber o que tinha dentro.
Era uma carta dos meus pais comunicando que eu já poderia voltar para casa,e que eles viriam me buscar em três dias. Involuntariamente abri um sorriso enorme. Finalmente iria voltar para casa! Não que eu não gostasse de morar com meus tios,eu gosto,mas morro de saudades dos meus pais. Meu tios foram muito gentis me acolhendo no seu castelo enquanto o reino onde eu morava entrava em guerra,meus pais me mandaram para cá para me proteger. Já estava morando aqui a quatro anos,e agora finalmente poderia voltar para casa.
Fomos jantar,conversamos mais um pouco sobre a novidade,depois eu fui dormir.
Demorei um pouco para pegar no sono,pois estava muito animada,fiquei imaginando se muita coisa havia mudado,quando acabei dormindo.
Não perca o próximo capítulo de...
História de Amor!!!
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